quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

📖Esboço Bíblico Expositivo: Cinzas que Confrontam, Cruz que Redime. Clique na letra G

📖Entre o Pó e a Graça: A Verdade Bíblica sobre as Cinzas.

Casado, Brasileiro, Florianópolis/SC – Brasil
🎓 Formação: Teologia Cristã – FATEC (Faculdade Teológica Cristocêntrico)
Ministro do Evangelho há mais de 20 anos
📧 Contato: [joaonunes@perolasdesabedoria.com.br](mailto:joaonunes@perolasdesabedoria.com.br)
🤝Nos laços do Calvário que nos unem

🔥Introdução Impactante
A Quarta-feira de Cinzas é amplamente observada no calendário religioso, porém pouco compreendida biblicamente. Para alguns, tornou-se apenas um símbolo litúrgico; para outros, uma tradição cultural. No entanto, quando analisada à luz das Escrituras, as cinzas nos confrontam com uma verdade inegociável: a fragilidade humana diante da santidade de Deus e a necessidade urgente de arrependimento genuíno🙏.
A Bíblia não institui a Quarta-feira de Cinzas como ordenança, mas utiliza o símbolo das cinzas para revelar uma postura espiritual profunda: quebrantamento, humilhação e retorno sincero ao Senhor.

🏺Contextualização Histórica e Cultural
No contexto do Antigo Oriente Médio, as cinzas estavam associadas a:
Luto profundo ⚰️
Arrependimento público 😔
Reconhecimento da própria condição humana
Clamor por misericórdia divina 🙌

Sentar-se sobre cinzas ou lançar cinzas sobre a cabeça era um gesto visível que expressava dor pelo pecado e dependência total de Deus.

📜Culturalmente, era um sinal externo que refletia uma realidade interna do coração.

📖Exposição e Análise Bíblica

1️⃣ O Homem é Pó: A Realidade da Queda

📖"Porque tu és pó, e ao pó tornarás."

🔍Análise Expositiva:
O pecado introduziu a morte e revelou a fragilidade humana. 
As cinzas simbolizam essa condição: somos limitados, dependentes e carentes da graça divina.

🧠Princípio Teológico:
A verdadeira espiritualidade começa com humildade.

2️⃣ Cinzas como Linguagem do Arrependimento
📖“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, com jejum, choro e pranto.”(Joel 2:12)

🔍Análise Expositiva:
Deus não se impressiona com ritos vazios. O arrependimento bíblico envolve coração, mente e atitude.

🔥Ênfase Espiritual:
Não é o símbolo que transforma, mas a conversão sincera.

3️⃣ Quebrantamento que Agrada a Deus
📖“Coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás.”(Salmos 51:17)

🔍Análise Expositiva:
O Senhor rejeita a religiosidade superficial, mas acolhe o pecador arrependido.

🌱Resultado Espiritual:
Onde há quebrantamento, há restauração.

4️⃣ Jesus e o Chamado ao Arrependimento
📖“Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.”(Mateus 4:17)

🔍Análise Expositiva:
Cristo não aboliu o arrependimento, mas o aprofundou, chamando o homem a uma transformação interior contínua.

✝️Cristocentrismo:
As cinzas apontam para a cruz; a cruz aponta para a graça.

🌍Ilustrações Contemporâneas

🪞Ilustração 1 – O Espelho empoeirado
Um espelho coberto de poeira não reflete a imagem corretamente. O arrependimento limpa o coração para refletir Cristo.

📱Ilustração 2 – Reinício do Sistema
Assim como um celular travado precisa ser reiniciado, a vida espiritual precisa de arrependimento para voltar ao alinhamento com Deus.

🧩Aplicações Práticas
✔️ Examinar o coração além de práticas externas
✔️ Trocar religiosidade por relacionamento
✔️ Viver arrependimento diário, não ocasional
✔️ Ensinar arrependimento bíblico às novas gerações

🏁 Conclusão
A Quarta-feira de Cinzas, à luz da Bíblia, não é um ritual obrigatório, mas um poderoso lembrete espiritual. 
As cinzas nos levam à consciência da nossa condição; a cruz nos conduz à esperança da redenção ✝️.
📌Deus não busca cinzas sobre a cabeça, mas corações rendidos aos Seus pés.

📚Referências Bibliográficas
Bíblia Sagrada – Almeida Revista e Corrigida (ARC)
Bíblia Sagrada – Almeida Revista e Atualizada (ARA)
STOTT, John. A Cruz de Cristo. Editora Ultimato
WALTON, John H. Antigo Testamento: Contexto Histórico e Cultural. Vida Nova
LOPES, Hernandes Dias. O Deus que se Importa. Hagnos

⚠️Termos de Uso do Material
📘Uso Livre e Gratuito para:
Escolas Teológicas
Professores e alunos
Cultos em Igrejas
Palestras, células e estudos bíblicos

📌Condição Obrigatória:
➡️Citar a fonte e o autor em qualquer reprodução ou adaptação do conteúdo.
🙏Que este esboço sirva para edificação da Igreja, fidelidade bíblica e crescimento espiritual.
🤝Nos laços do Calvário que nos unem,
Pr. João Nunes Machado✍️📜

Esboço Bíblico Expositivo: Das Cinzas ao Arrependimento: Uma Visão Bíblica da Quarta-Feira de Cinzas🔥✝️.Clique na letra G

Do Pó à Glória: Explorando a Quarta-Feira de Cinzas pela Bíblia⚡🕊️

Autor: Pr. João Nunes Machado  
Casado, brasileiro, residente em Florianópolis/SC, Brasil. Formado em Teologia Cristã pela FATEC (Faculdade Teológica Cristocêntrico). Ministro do Evangelho há mais de 20 anos.

Introdução Impactante
Imagine-se em um momento de profunda reflexão: cinzas impostas na testa, um símbolo visível da fragilidade humana, ecoando as palavras eternas de Gênesis: "Pois tu és pó e ao pó voltarás" (Gn 3:19). Em um mundo acelerado, cheio de distrações e excessos – como o Carnaval que precede essa data –, a Quarta-Feira de Cinzas nos convida a pausar e confrontar nossa mortalidade. Mas será que essa tradição é puramente religiosa ou tem raízes profundas na Bíblia? Neste esboço expositivo, exploramos a perspectiva bíblica, destacando que, embora a data específica não seja mencionada nas Escrituras, o simbolismo das cinzas como sinal de arrependimento e humildade é ricamente atestado. Prepare-se para uma jornada que transforma cinzas em esperança eterna!🔥🙏

Contextualização Histórica e Cultural
A Quarta-Feira de Cinzas, celebrada 46 dias antes da Páscoa, marca o início da Quaresma no calendário litúrgico cristão, especialmente na tradição católica. Sua origem remonta a práticas antigas do judaísmo, onde as cinzas eram usadas como sinal de luto, penitência e arrependimento (como visto em rituais descritos no Antigo Testamento). Historicamente, a imposição de cinzas na Igreja Cristã primitiva evoluiu a partir do século VIII, tornando-se oficial no século XI, inspirada em costumes judaicos e gregos antigos, como o mito da Fênix que renasce das cinzas, simbolizando ressurreição. Culturalmente, no Brasil, essa data segue o Carnaval, um período de folia que contrasta com o chamado à sobriedade quaresmal. Em uma perspectiva protestante, como a adotada aqui, enfatizamos que tradições humanas não substituem a autoridade das Escrituras, mas podem ilustrar princípios bíblicos se alinhadas à Palavra de Deus. No contexto contemporâneo, em uma sociedade consumista e secularizada como a brasileira, as cinzas nos lembram da necessidade de conversão em meio a crises pessoais e sociais, como desigualdades econômicas ou desafios espirituais pós-pandemia.

Análise dos Textos Bíblicos
A Bíblia não menciona explicitamente a Quarta-Feira de Cinzas ou a Quaresma, mas fornece uma base sólida para o uso simbólico das cinzas como expressão de arrependimento, humildade e luto. 

Vamos analisar textos chave de forma expositiva:
1. Gênesis 3:19"Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás." Aqui, Deus declara a mortalidade humana após o pecado original. As cinzas simbolizam essa realidade: somos finitos e dependentes de Deus para a redenção eterna.

2. 2 Samuel 13:19 – Tamar, após ser violada, "pôs cinza sobre a cabeça e rasgou a túnica longa que trazia". Cinzas representam luto e dor, um chamado cultural à empatia e justiça divina.

3. Ester 4:1Mardoqueu "rasgou as suas vestes, vestiu-se de pano de saco e de cinza, e saiu pelo meio da cidade, clamando com grande e amargo clamor". Em tempos de crise nacional, as cinzas expressam súplica coletiva a Deus.

4. Jó 42:6 "Pelo que me aborreço e me arrependo no pó e na cinza." Jó usa cinzas para demonstrar arrependimento profundo, reconhecendo a soberania de Deus.

5. Daniel 9:3"Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza." O profeta combina cinzas com jejum e oração, prefigurando práticas de penitência.

No Novo Testamento, Jesus enfatiza o arrependimento interno (Mt 4:17: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus"), sem rituais externos obrigatórios. Assim, as cinzas podem ser um auxílio simbólico, mas o foco deve ser na conversão genuína do coração (Jl 2:12-13: "Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes").

Ilustrações Contemporâneas
Para tornar o ensino mais acessível, usemos ilustrações modernas que conectem o simbolismo bíblico à vida atual:

1. Ilustração 1: O "Reset" Digital – Assim como reiniciamos um smartphone sobrecarregado, as cinzas nos convidam a um "reset" espiritual. Imagine um jovem viciado em redes sociais, marcando a Quarta-Feira de Cinzas como dia para desconectar e orar, ecoando o jejum de Daniel. Em Florianópolis, com suas praias e agito, isso pode significar trocar o celular por um tempo de reflexão à beira-mar. 🌊📱

2. Ilustração 2: Das Cinzas de uma Crise – Pense em alguém que perdeu o emprego na pandemia: as "cinzas" da derrota financeira levam ao arrependimento de prioridades erradas, como Jó. Hoje, isso se aplica a empreendedores brasileiros que, após falhas, se voltam para Deus, renascendo como a Fênix bíblica (simbolizando ressurreição em Cristo).💼🔥

3.Ilustração 3: Arrependimento Coletivo – Em uma célula de igreja ou EBD, um grupo usa cinzas simbólicas (ou desenhos) para compartilhar confissões, inspirado em Ester. No Brasil atual, com polarizações políticas, isso promove unidade e perdão.🤝🕊️

Conclusão:
A Quarta-Feira de Cinzas, vista pela lente bíblica, não é um mandamento divino, mas um lembrete poderoso de nossa fragilidade e da urgência do arrependimento. Como cristãos, somos chamados a uma conversão contínua, não apenas sazonal, confiando na graça de Cristo que nos levanta das cinzas para a vida eterna (Rm 6:4). Que essa data nos impulsione a viver com humildade, oração e ações concretas de amor ao próximo. Arrependa-se hoje – o Reino está próximo!🙌✨

📚Referências Bibliográficas
Bíblia Sagrada – Almeida Revista e Corrigida (ARC)
Bíblia Sagrada – Almeida Revista e Atualizada (ARA)
STOTT, John. A Cruz de Cristo. Editora Ultimato
LOPES, Hernandes Dias. O Deus que se Importa. Hagnos

Recomendações sobre Termos de Uso do Material
Este esboço pode ser usado gratuitamente por alunos de escolas teológicas, professores, classes de EBD (Escola Bíblica Dominical), cultos em igrejas, palestras, células e outros fins educativos ou ministeriais. É permitido copiar, distribuir e adaptar o conteúdo, desde que a fonte seja citada: "Esboço Bíblico Expositivo por Pr. João Nunes Machado, disponível em perolasdesabedoria.com.br". 
Não é autorizado o uso comercial sem permissão prévia.
📧 Contato: joaonunes@perolasdesabedoria.com.br  
🤝 Nos laços do Calvário que nos unem,  
Pr. João Nunes Machado ✍️📜

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

📜Esboço Expositivo: O Deus que É vs. O Mundo das Sombras. Clique na letra G

A Palavra de Deus como o Padrão Absoluto da Realidade.Apresentação do Autor:

🎙️Pr. João Nunes Machado
Brasileiro, casado, residente em Florianópolis/SC
Bacharel em Teologia pela FATEC (Faculdade Teológica Cristocêntrico). 
Ministro do Evangelho há mais de 20 anos, especialista em formação teológica e cuidado pastoral.
📧 Contato: perolasdesabedorianunes@gmail.com

Texto Base: João 17:17; Salmo 119:160

🌟Introdução: O Mito da Caverna e a Luz do Mundo
Imagine-se em um cinema escuro. Você vê sombras projetadas na tela e acredita que aquela é a única realidade. 
De repente, alguém abre a porta dos fundos e a luz do sol invade a sala, revelando que as imagens na tela eram apenas pixels e luz artificial.

Platão, há mais de 2.400 anos, sugeriu que vivemos em uma "caverna" de aparências. Mas o Evangelho não nos oferece apenas uma filosofia de escape; ele nos apresenta Aquele que acendeu o Sol. Enquanto a filosofia tateia no escuro buscando a "Ideia", o cristão caminha na luz da Revelação.

I.🔎 A Falácia das Sombras: Além do Mundo de Platão
Contexto Histórico: Para Platão, o mundo físico era uma cópia imperfeita (o Mundo Sensível) de um mundo perfeito (o Mundo das Ideias).
O Contraste Bíblico: O Novo Testamento usa o termo alēthinós. Diferente da abstração grega, a verdade bíblica é Pessoa e Palavra.
Cristo, a Realidade Concreta:  Ele não é um "símbolo" de pão; Ele é o Pão Verdadeiro (Jo 6:32).🍞
Ele não é um "exemplo" de videira; Ele é a Videira Verdadeira (Jo 15:1).🍇

Aplicação: O mundo tenta nos convencer de que a verdade é relativa ou "subjetiva". A Bíblia afirma que a verdade é objetiva porque emana do Ser de Deus.

II. 📏 O Padrão de Prumo: Deus como Régua da Realidade
"A Tua Palavra é a Verdade" (Jo 17:17).
Análise Terminológica: No Antigo Testamento, a verdade é ’emeth — algo firme, estável, fidedigno. Não é uma opinião; é uma rocha.🪨
A Citação de MacArthur: As Escrituras não são apenas um livro de conselhos, são o Tribunal Supremo de toda alegação de verdade.

Ilustração Contemporânea: Tentar viver sem a Bíblia como padrão é como um engenheiro tentando construir um prédio de 50 andares usando um elástico em vez de uma trena de aço. O elástico estica conforme a conveniência; a trena permanece fiel ao padrão.
A Verdade Integral: A Lei (Torah) e os mandamentos (mitsvah) não são fardos, são o "manual do fabricante" para a existência humana (Ec 12:13).🛠️

III.⚠️ O Perigo do "Ateísmo Prático": Onde a Fé Falha na Prática
Diagnóstico: Muitos cristãos creem na Inerrância* da Bíblia (ela não erra), mas vivem a Irrelevância da Bíblia (ela não importa no dia a dia). 🚫
A Visão de Francis Schaeffer: "A verdadeira espiritualidade abrange toda a realidade". Se a Bíblia não governa como você gasta seu dinheiro, educa seus filhos ou usa suas redes sociais, você está tratando a Verdade como uma "aparência platônica".

Reflexão: A verdade que não se traduz em obediência é apenas uma teoria estética. Deus não busca admiradores de Sua lógica, mas adoradores em espírito e em verdade (Jo 4:23).🔥

🏁 Conclusão e Apelo
A verdade não é algo que construímos; é Alguém que encontramos. Em um mundo de "pós-verdade" e fakenews espirituais, a Palavra de Deus permanece como o único solo firme.

Decisão: Você vai continuar vivendo nas sombras das opiniões humanas ou vai ajustar sua vida pelo padrão absoluto do Deus Eterno?

📚 Referências Bibliográficas para Estudo
1. PLATÃO. A República (Livro VII).
2. MacARTHUR, John. A Guerra pela Verdade. Editora Fiel.
3. SCHAEFFER, Francis. A Espiritualidade Verdadeira. Editora Cultura Cristã.
5. SCOTT, Jack. Teologia do Antigo Testamento.

📝Termos de Uso do Material
Este esboço é um recurso teológico disponibilizado pelo Pr. João Nunes Machado.
✅ Uso Autorizado: Alunos de teologia, professores de EBD, líderes de células, palestrantes e pastores.
⚠️ Condição: É obrigatória a citação da fonte e do autor.
🚫 Proibido: Venda ou comercialização deste conteúdo sem autorização prévia.
Contato para convites e materiais:📧 [joaonunes@perolasdesabedoria.com.br]()
🤝Nos laços do Calvário que nos unem,
Pr. João Nunes Machado✍️📜

Esboço Bíblico Expositivo: Entre a Filosofia de Platão e a Revelação de Cristo: Deus como Verdade Suprema e Realidade Absoluta. Clique na letra G

Entre a Teoria das Ideias e a Encarnação: A Convergência entre Platão e a Verdade Absoluta em Cristo.Apresentação do Autor:

Brasileiro, casado, residente em Florianópolis/SC. 
Bacharel em Teologia pela FATEC (Faculdade Teológica Cristocêntrico). 
Ministro do Evangelho há mais de 20 anos, especialista em formação teológica e cuidado pastoral.
📧 Contato: perolasdesabedorianunes@gmail.com

Introdução Impactante
Imagine viver em uma caverna escura, acorrentado, vendo apenas sombras dançando na parede – uma ilusão que você acredita ser a realidade total. Essa é a famosa alegoria da caverna de Platão, onde o mundo visível é mera aparência, um reflexo imperfeito de formas eternas. Mas e se eu te disser que há uma luz que não é abstrata, mas pessoal e encarnada? Uma verdade que não se esconde em ideias filosóficas, mas se revela em carne e osso, transformando vidas? Hoje, exploramos como o mundo de Platão colide com a verdade absoluta revelada em Cristo, convidando-nos a sair das sombras para a luz eterna de Deus. Prepare-se para uma jornada que une filosofia antiga à fé viva!🌟

Contextualização Histórica e Cultural
Historicamente, Platão (427–347 a.C.), filósofo grego aluno de Sócrates e mestre de Aristóteles, desenvolveu a Teoria das Formas em obras como A República. Ele argumentava que o mundo sensível (o que vemos, tocamos) é ilusório, uma cópia defeituosa de um reino ideal eterno. Essa visão influenciou o helenismo, impactando pensadores romanos como Cícero (106–43 a.C.), que adaptou ideias platônicas à retórica e ética, e judeus helenizados como Fílon de Alexandria (c. 20 a.C.–c. 50 d.C.), que tentou harmonizar Platão com o Antigo Testamento, vendo as "formas" como ideias na mente de Deus.

Culturalmente, no contexto do Novo Testamento (século I d.C.), o Império Romano misturava filosofias gregas com religiões politeístas e judaísmo. Os primeiros cristãos, como João e Paulo, enfrentavam um mundo onde "verdade" era relativa – deuses mitológicos, imperadores divinizados e filosofias céticas. João, escrevendo em Éfeso (influenciada pela cultura grega), contrasta isso com a revelação monoteísta judaico-cristã, onde Deus é o criador absoluto (Gn 1:1), não uma ideia abstrata. Hoje, em uma era pós-moderna de "verdades relativas" (como fake news e realidades virtuais), essa contextualização nos alerta para o "ateísmo prático": professar fé, mas viver como se Deus fosse opcional, similar a como Platão via o mundo sensível como secundário.

Análise dos Textos Bíblicos
Vamos expor os textos chave de forma expositiva, analisando o grego original, contexto e aplicação:

1. João 17:17 – Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
Análise: Aqui, Jesus ora ao Pai (contexto da Última Ceia, preparando os discípulos para perseguição). O grego alētheia (verdade) deriva de a-lēthē ("não oculto"), implicando revelação clara, não aparência. Contrasta com Platão: enquanto formas platônicas são imutáveis mas impessoais, a Palavra (Logos, Jo 1:1) é pessoal e encarnada em Cristo. Aplicação: A Bíblia não é "opinião", mas padrão absoluto para santificação (separação do pecado).

2. João 6:32; 15:1; 7:28 – Cristo como "verdadeiro" (alēthinós).
Análise: Alēthinós significa "genuíno, real" vs. falsificações. No contexto do ministério de Jesus (milagres, debates com fariseus), Ele se apresenta como o "pão do céu verdadeiro" (contraste com maná temporário, Êx 16), "videira verdadeira" (vs. Israel infiel, Is 5:1-7) e enviado pelo "Deus verdadeiro" (vs. ídolos, 1Ts 1:9). Isso refuta o dualismo platônico: a realidade eterna não é separada do visível; Cristo une ambos (Cl 2:9).

3. Apocalipse 3:7; 19:11 – Cristo como "o Verdadeiro" e "Fiél e Verdadeiro".
Análise: Em visões apocalípticas (contexto de perseguição romana), alēthēs enfatiza fidelidade eterna vs. impérios transitórios. Contrasta com "cópias" terrenas (Hb 8:2; 9:24 – santuário celestial vs. tabernáculo). 

Aplicação: Em crises, a Palavra é "fiél" (pistós), ancorando-nos contra relativismo cultural.

4. Salmos 31:5; 119:142 – Deus como "Deus da verdade" (’emeth).
Análise: No Antigo Testamento (contexto poético e legal),’emeth (fidelidade, verdade) liga à aliança (Sl 25:10). Mandamentos (mitsvah) são "verdade" (Sl 119:151), ecoando a Torah como sabedoria eterna (Dt 4:6). Aplicação: Rejeita ateísmo prático; temer Deus é guardar mandamentos (Ec 12:13).
Esses textos formam uma teologia coesa: Verdade não é abstrata (Platão), mas relacional, enraizada em Deus.

Ilustrações Contemporâneas
Para tornar o ensino mais relatable, use ilustrações modernas:
Realidade Virtual vs. Realidade Divina: Imagine jogar VR, onde tudo parece real mas é simulação (como sombras de Platão). 
Cristo é o "desplugue": Ele nos tira da ilusão para a verdade eterna, como Neo em Matrix descobrindo o mundo real.
 
Aplicação: Em redes sociais cheias de "fakes", a Bíblia é o filtro absoluto.
Fake News e Verdade Absoluta: Hoje, com deepfakes e polarização, vivemos "ateísmo prático" ao ignorar a Bíblia na ética (ex: casamento bíblico vs. cultura fluida). 

Ilustração: Um GPS defeituoso leva ao erro; a Palavra é o GPS divino infalível.
Emoji Estratégico: Use🕯️para "luz da verdade" em slides ou posts, contrastando com 🌫️ para "sombras platônicas".

Para visualização, sugiro imagens como a alegoria da caverna de Platão ilustrada modernamente ou ícones de Cristo como luz.

Conclusão:
Em resumo, o mundo de Platão nos lembra das limitações humanas, mas a verdade revelada em Cristo nos eleva à realidade absoluta de Deus. Rejeite o ateísmo prático: viva a Palavra em todas as áreas, adorando em espírito e verdade (Jo 4:23). 
Que essa verdade transforme sua vida, como transformou a minha em mais de 20 anos de ministério!

Referências Bibliográficas
1. Platão, A República, Livro VII (Alegoria da Caverna).

2. Bauer, W., et al., A Greek-English Lexicon of the New Testament (BDAG), s.v. "alētheia".

3. Carson, D.A., The Gospel According to John (Pillar NT Commentary), p. 566.

4. MacArthur, John, The MacArthur Study Bible, nota em João 17:17.

5. Schaeffer, Francis, A Verdadeira Espiritualidade, Editora Ultimato.

6. Scott, C.A.A., Christianity According to St. Paul, p. 45.

7. Brown, F., et al., The Brown-Driver-Briggs Hebrew and English Lexicon (BDB), s.v. "’emeth".

8. Kidner, Derek, Psalms 73-150 (TOTC), p. 419.

Recomendações sobre Termos de Uso
Este material pode ser usado gratuitamente por alunos de escolas teológicas, professores, classes de EBD (Escola Bíblica Dominical), cultos em igrejas, palestras, células e afins. 
Desde que cite a fonte: "Pr. João Nunes Machado, perolasdesabedoria.com.br". 
Proibida a comercialização ou alteração sem permissão.
📧Contato: joaonunes@perolasdesabedoria.com.br  
🤝 Nos laços do Calvário que nos unem,  
Pr. João Nunes Machado ✍️📜