terça-feira, 8 de março de 2022

Acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo.

398 João Crisóstomo se torna bispo de Constantinopla

A primeira vez que a atenção do público se voltou para João Crisóstomo foi devido a uma rebelião em protesto pelos novos impostos. 

Ele era pastor em Antioquia, em 387, quando o imperador Teodósio impôs essa nova taxa. 



O povo de Antioquia ficou enraivecido. 

Em protesto, se revoltaram, atacando oficiais do império e mutilando estátuas de Teodósio e de sua família. 

A ordem foi logo restaurada e as pessoas esperavam ser punidas.

Flaviano, bispo de Antioquia, correu para Constantinopla, a capital do império, pedindo clemência ao imperador. 

Teodósio era conhecido por enviar tropas para massacrar os cidadãos que lhe causavam dificuldades. 

Enquanto o bispo e uma legião de monges pleiteavam junto ao imperador, João tentava acalmar as multidões. 

Em uma série de vinte sermões (Homilías sobre os ícones), ele inspirou, admoestou e desafiou as multidões. 

Essa foi uma série de sermões proféticos da melhor espécie. 

O bispo retornou com notícias de anistia e João insistia com as pessoas para que as atitudes delas mudassem para melhor.

Essa não seria a última vez que João enfrentaria uma situação política séria. 

Ele fez aquilo com coragem, fidelidade e, talvez, com certa dose de arrogância.

Ε possível que ele tivesse aprendido isso com sua mãe, Antusa. Seu marido era oficial militar e morreu pouco depois do nascimento de João. 

Ela estava com apenas vinte anos e era muito bonita, mas rejeitou seus muitos pretendentes com o objetivo de dar a melhor educação possível a João e à irmã dele. 

Antusa vinha de uma família abastada e foi capaz de dar a João excelente educação, incluindo estudos de retórica com um famoso professor pagão chamado Libânio. 

João também estudou Direito, mas foi atraído cada vez mais pela ascese. João ingressou em um mosteiro pouco depois da morte de sua mãe.

Em 381, retornou à sua cidade natal, Antioquia, e foi ordenado diácono. 

O bispo percebeu suas habilidades na comunicação e fez dele pastor e pregador principal de uma das assembléias de Antioquia. 

Foi nessa função que ele enfrentou a revolta dos impostos. 
Durante os anos que se seguiram, ele continuou a ganhar respeito devido à sua habilidade na pregação. 

Por causa disso, recebeu a alcunha de Crisóstomo, transliteração de uma expressão grega cujo significado é “boca de ouro”.

Seguindo a escola teológica de Antioquia, João adotou a abordagem mais literal da Bíblia (em oposição à interpretação mais alegórica da Escola Alexandrina). 

Ele também enfatizou a plena humanidade de Jesus em uma época em que as pessoas ignoravam esse aspecto. 

Crisóstomo pregou longas séries de mensagens sobre Gênesis, Mateus, João e Romanos, a maioria das quais ainda possuímos. Ele também escreveu comentários.

Em 397, o bispado de Constantinopla ficou vago. 

Era uma posição de grande prestígio, na capital do império. 

O imperador Arcádio escolheu João, o Boca de Ouro. 

Ε possível que, mais tarde, ele tenha se arrependido de sua decisão.

João era tão popular em Antioquia que teve de ser praticamente raptado para ser levado a Constantinopla. 

Acabou por ser consagrado bispo na capital em 398. 

O oficiante da consagração foi o bispo Teófilo de Alexandria.

Devido especialmente às questões políticas, Teófilo causou grandes problemas a João. 

Ele queria que João lhe fosse subserviente e, provavelmente, ficou enciumado pelo número de novos bispos que passou a seguir Crisóstomo, em função de sua habilidade na pregação. Teófilo também se opunha à teologia de Orígenes, na qual João se fundamentava. 

Com seu modo audacioso, João provavelmente não despendeu muito esforço para apaziguar o bispo Teófilo.

João tentou ministrar à grande comunidade dos góticos da cidade, dando-lhes boas-vindas, mas não aprovando a heresia ariana que muitos deles professavam. 

Pregava de maneira veemente contra o pecado, sempre que deparava com ele, a começar pelo próprio clero. 

Sacerdotes flertavam com a imoralidade, e João queria que isso acabasse. 

Ele também pregava contra as roupas insinuantes das mulheres de Constantinopla. 

Embora não se saiba se João tenha feito isso de propósito, o fato é que a imperatriz Eudóxia tomou as palavras de João como afronta pessoal.

Quanto a Teófilo, a gota d’água foi o fato de João ter aceitado quatro monges, defensores da teologia de Orígenes, que haviam sido disciplinados em Alexandria. 

O bispo alexandrino viajou para Constantinopla e se reuniu com os inimigos de João. 

Em uma propriedade conhecida como “O Carvalho”, em 403, foi promovido um sínodo que condenou os ensinamentos de João e o baniu de sua igreja.

Eudóxia, no entanto, era supersticiosa. 

Um acidente, talvez um terremoto, aconteceu no palácio logo depois do sínodo e a imperatriz ficou assustada. 

Ela, imediatamente, pediu ao imperador que revogasse as decisões do sínodo. 

João foi trazido de volta por um período de cerca de um ano. 
Destemido como era, continuou a expressar de maneira aberta que pensava, especialmente quando uma estátua de Eudóxia foi levantada ao lado da catedral.

A imperatriz reagiu. 

Soldados imperiais interromperam um culto de Páscoa e alguns dos seguidores de João foram massacrados. 

João foi mandado para o exílio, em Cucusso, lugar lúgubre perto da Armênia. O papa Inocencio i protestou contra esse tratamento, mas o protesto foi em vão.  

O imperador do Oriente já tomara suas decisões. 

Mesmo no exílio, João continuou a se corresponder com seus seguidores, orientando-os sobre as questões da igreja. 

Logo, o imperador decidiu mandá-lo para mais longe ainda.

Foi assim que João morreu, viajando para o local de exílio ainda mais distante, em 407. 

Nas décadas seguintes, o papa Inocencio conseguiu limpar o nome de João, ao forçar o bispo Teófilo e outros a incluir o nome de João na lista de nomes pelas quais a igreja deveria orar.

João deixou o legado da boa pregação. 

Promoveu o estilo de exposição literal da Bíblia conforme praticado em Antioquia e, com Ambrósio, foi um dos primeiros líderes da igreja a se levantar corajosamente diante dos governantes e dizer: “Assim diz o Senhor…”. 

Alguns cristãos fariam a mesma coisa em outros momentos críticos da história. 

sábado, 5 de março de 2022

HOUVE UM TEMPO

TEXTO BASE EC 3: 1 - 5

INTRODUÇÃO

TEMA: HOUVE UM TEMPO


1. Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.

2. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3. tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
4. tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5. tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;

Houve um tempo em que os crentes gostavam de orar.

Nessa época eles murmuravam pouco, por falta de tempo e de oportunidade e não perdiam nenhum ensejo para apresentar sua adoração, sua oração e sua intercessão diante do Trono do Pai.

Houve um tempo em que os cultos não eram um espetáculo, senão um cenáculo espiritual.

Houve um tempo em que os pastores se dedicavam à leitura da Palavra. 

Eles não se envolviam com política, nem secular nem eclesiástica. 
Eles não viviam obcecados por títulos e cargos, quer na sua comunidade, quer no âmbito nacional.

Houve um tempo que as Convenções eram convocadas para que os obreiros mais jovens ouvissem estudos bíblicos e experiências notáveis dos mais antigos!

E assim eram fortalecidos e robustecidos: na fé e no ministério. 
Nesse tempo, ir a uma reunião convencional era um grande sonho, uma ardente paixão, um negócio de Deus.

Houve um tempo em que os presidentes não eram ditadores e os líderes não eram senhores de engenho. 

Todos viviam mergulhados no mar da graça misericordiosa do Senhor Jesus.

Houve um tempo a Casa de Deus não parecia com um sindicato, por ser exatamente uma assembléia dos santos.

Houve um tempo em que não havia nas igrejas círculo de oração, porque todos os crentes oravam, e não apenas uma meia-dúzia de irmãs abnegadas e de total renuncia.

Houve um tempo em que os jovens crentes não se enamoravam de senhoritas ímpias e assim o vírus do jugo desigual não se inoculava nos arraiais dos santos.

Houve um tempo em que não se cantava nem se pregava por dinheiro e assim a inspiração fluía sem tropeços!

O púlpito não era balcão de barganhas e nem de aplausos para homens, porque o louvor se destinava exclusivamente a Deus.

Houve um tempo em que os cultos não eram shows!
Os ministros não eram artistas e os santos de Deus não eram galera.
Houve um tempo em que os compositores de hinos não eram sacoleiros!

Os cantores não tinham empresários e os pregadores não eram galãs.

Houve um tempo em que os crentes não deixavam de ir aos cultos por causa das novelas, as crianças não deixavam de ler a bíblia por causa dos videogames e os adolescentes não deixavam de jejuar por causa das lan-houses.

Houve um tempo em que jovens crentes se respeitavam mutuamente e deixavam as práticas de intimidade sexual para depois da cerimônia de matrimônio no altar sagrado.

Houve um tempo em que as moças crentes casavam virgens, os rapazes crentes eram abstinentes e os motéis não eram jamais por eles visitados.

Houve um tempo em que falar mal dos pastores era abominação e ser infiel a Deus era apostasia.

Houve um tempo em que se pregava a misericórdia, o perdão, o arrependimento e o juízo de Deus.

Houve um tempo em que a letra sacra dos hinos inspirados não era abafada pelo barulho ensurdecedor das baterias.

Houve um tempo em que os Congressos eram selados com batismo com o Espírito Santo e não com jogo de luzes, bem ao estilo Holywood.

Houve um tempo em que não se pagava para ir a um evento evangélico, porque os pregadores e cantores não eram artistas.

Houve um tempo em que "os mais belos hinos e poesias foram feitos em tribulação" 

E os que os apresentavam ao público jamais sonharam com paradas de sucesso.

Houve um tempo em que ser pastor dependia basicamente de um chamado!

Uma vocação, um compromisso e um testemunho público perante a Noiva do Senhor Jesus.

Houve um tempo em que os itinerantes, especialmente aqueles que nunca pastorearam!

Respeitavam os pastores e se maravilhavam com o seu difícil e árduo labor.

Houve um tempo em que ganhar almas era um dever de cada membro da Igreja e excluir um membro da Igreja era uma tarefa dolorosa, sempre recebida com muita tristeza e temor.

Houve um tempo em que os pastores de Jerusalém não excluíam os membros dessa igreja porque visitaram a de Antioquia.

Houve um tempo em que mentir era pecado em qualquer lugar. 
Na Casa de Deus, então, era totalmente inaceitável.

Houve um tempo em que os líderes se respeitavam e se amavam; não se devoravam mutuamente.

Houve um tempo em que os peixes eram buscados lá fora, em alto mar, e não no aquário do vizinho mais próximo.

Houve um tempo em que as igrejas cresciam, devido aos batismos em águas e não às muitas cartas-de-mudança emitidas em seu favor.

Houve um tempo em que as congregações não eram agências de empregos, isto é, não se oferecia vantagens para quem a elas aderisse.

Houve um tempo em que não se trocava um cartão de membro em uma igreja por uma vaga no diaconato noutra.

Houve um tempo em que rebelião não era algo chic. 

Era uma ofensa profunda à santidade de Deus e quem a praticava era dito pertencer a Satanás, o pai de todas as rebeliões.

Houve um tempo que as senhoras idosas não ensinavam as mais jovens a desobedecerem seus maridos e assim as famílias eram mais estáveis.

Houve um tempo em que, no ato do convite para a salvação, não se chamava os pecadores de irmãos, e, sim, de amigos.

Houve um tempo em que ser humilde não estava fora de moda e ser simples não merecia agressões.

Houve um tempo em que ser fariseu soava estranho na Casa de Deus e jamais se veria ao menos um deles ser condecorado.

Houve um TEMPO em que jamais se sonhava que haveria UM OUTRO, tão diferente dele, que nem se poderia imaginar.

Nota: Não escrevi esta matéria mergulhado num oceano de saudosismo inconsequente

Fi-la, na firme esperança e na severa confiança de que aqueles tempos voltarão, antes Cristo regresse.

 Que pensa o meu leitor a respeito disto?

Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, PR João Nunes Machado

Acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo.

387 Conversão de Agostinho

“Senhor, torna-me casto, mas não agora”, disse um intelectual, voltado à sensualidade, que flertava com o cristianismo — e com muitas outras coisas também. 



Depois de se entregar a Deus, esse homem não mais teria problemas para ser casto e se tornaria um dos mais influentes escritores que a igreja já conheceu.

Esse homem complexo era Aurélio Augustinus, mais conhecido por Agostinho. 

Nasceu em 354, na cidade de Tagaste, filho de mãe cristã, Mônica, e de pai pagão, Patrício, que era oficial romano.

Ao perceber o brilhantismo de seu filho, Mônica e Patrício procuraram as melhores escolas para ele. 

Estudou retórica em Cartago e foi estimulado a ler autores latinos como Cícero. 

Convencido por seus estudos de que a verdade era o objetivo da vida, em um primeiro momento rejeitou o cristianismo, porque via nele uma religião para as pessoas de mente simples.

Quando era adolescente, Agostinho tomou para si uma concubina que lhe deu um filho. 

Pelo resto de sua vida, Agostinho olharia para seus dias passados em Cartago com aversão. 

Na obra chamada Confissões, comenta: “Cheguei a Cartago, onde um caldeirão de amores profanos estava chiando e borbulhando ao meu redor”.

O jovem incansável experimentou o maniqueísmo, que ensinava ser o mundo um campo de batalha entre a luz e as trevas, a carne e o espírito. 

O maniqueísmo, no entanto, não conseguiu satisfazer o desejo de Agostinho de encontrar a verdade definitiva.

Tampouco conseguiu encontrá-la no neoplatonismo.

Assolado pela própria insatisfação espiritual, Agostinho se mudou de Cartago para Roma e depois para Milão, ensinando retórica nessas cidades. 

Em Milão, ele se encontrou com o bispo Ambrósio e aprendeu que nem todos os cristãos eram pessoas de mente simples, pois aquele homem era brilhante.

Em 387, enquanto estava sentado em um jardim em Milão, Agostinho ouviu uma criança cantar uma música que dizia: “Pegue-a e leia-a, pegue-a e leia-a”. 

Agostinho leu a primeira coisa que encontrou na sua frente: a epístola de Paulo aos Romanos. 

Quando leu Romanos 13.13,14, as palavras de Paulo que versam sobre o revestir-se do Senhor Jesus em vez de deleitar-se com os prazeres pecaminosos tocaram profundamente seu coração, e Agostinho creu. “Foi como se a luz da fé inundasse meu coração e todas as trevas da dúvida tivessem sido dissipadas.”

Apesar de Agostinho estar feliz com sua vida monástica tranquila, sua reputação de cristão brilhante se espalhou. Em 391, ele foi pressionado a ser ordenado sacerdote. 

Em 395, tornou-se bispo da cidade de Hipona, no norte da África.

Todas as controvérsias de seus dias envolviam o bispo Agostinho. 

O grupo donatista tinha grande preocupação no sentido de que o clero tivesse a moral adequada. 

Sob a perseguição do imperador Diocleciano, alguns clérigos entregaram cópias das Escrituras a seus perseguidores para que fossem queimadas. 

Mais tarde, alguns desses “traidores”, como eram chamados, foram readmitidos no clero. 

Os donatistas se recusaram a aceitar os “Traidores” e estabeleceram uma igreja rival. 

Milhares de donatistas viviam na diocese de Agostinho.

Agostinho negava a necessidade de uma igreja rival. 

Embora, como disse, pudessem existir algumas pessoas que não fossem exatamente santas na igreja, só havia uma igreja. 

Os sacramentos, que Agostinho definia como sinais visíveis da graça invisível, não eram eficientes em razão da justiça do sacerdote, mas devido à graça de Deus operando por intermédio deles. 

A visão de Agostinho prevaleceu, e o movimento donatista perdeu força.

Pelágio, um monge inglês, espalhou a heresia em que afirmava que a ação do homem era essencial em sua opção por Deus. 

Embora a graça de Deus tivesse seu papel, ela não era tudo. Pelágio não ensinava que o homem poderia salvar-se a si mesmo, mas negava que o pecado tivesse sido herdado de Adão.

Agostinho se opôs a essa idéia, dizendo que ninguém poderia escolher o bem a não ser que Deus o levasse a fazer isso. 

Na verdade, Deus havia predestinado os eleitos, seus redimidos, e nada do que o homem pudesse fazer mudaria o decreto eterno. 

Em 431, um ano depois da morte de Agostinho, o Concilio de Éfeso condenou oficialmente o palacianismo.

Agostinho não apenas desafiou a heresia, mas, em sua obra Confissões, descreveu sua busca espiritual, talvez, a primeira autobiografia verdadeiramente espiritual. 

A famosa frase “inquieto está nosso coração enquanto não repousa em ti” vem do primeiro parágrafo dessa obra.

Pelo fato de os ensinamentos de Agostinho tem se tornado tão fundamental ao cristianismo, não percebemos como ele foi original em seus dias. 

Seus pensamentos se espalharam tanto entre os teólogos católicos quanto entre os protestantes. 

Lutero e Calvino o citavam constantemente; gostavam de sua ênfase na graça de Deus e na incapacidade do homem de salvar-se a si mesmo.

Agostinho escreveu centenas de tratados, cartas e comentários. 

Sua obra clássica, intitulada A Trindade é provavelmente o trabalho mais conhecido sobre o assunto. 

Entretanto, sua obra mais importante foi A cidade de Deus, trabalho monumental escrito em resposta à queda de Roma diante dos visigodos. 

Algumas pessoas culparam os cristãos pelo acontecido, e alegavam que Roma cairá porque seu povo rejeitara os deuses nativos. 

Em razão dessas afirmações, Agostinho respondeu defendendo e explicando o plano e a obra de Deus na história. 

Ele diz que, desde Caim e Abel, sempre houve duas cidades no mundo: a cidade de Deus (os fiéis) e a cidade dos homens (a sociedade paga). 

Embora elas se inter-relacionem, Deus cuidará para que a cidade de Deus — a igreja — permaneça por toda a eternidade.

Embora Agostinho tenha escrito no final da era antiga, seus pensamentos influenciaram os estudiosos da Idade Média e perduraram até a Reforma.

sexta-feira, 4 de março de 2022

O AMOR , DON INFALIVEL DE DEUS!

TEXTO BASE JO 13: 34 -35

O AMOR - O DOM INEFÁVEL DE DEUS

INTRODUÇÃO 

"Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns ao outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros."João 13: 34-35.


"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
 
Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propriação pelos nossos pecados. 

Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.

Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. 

E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança, pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. 

No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. 

Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 

Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão." I João 4:7-21
Nos dias em que vivemos o homem tornou muito vulgar a sua concepção do amor, transformando-o em algo extremamente interesseiro e egoísta. 

O amor que a mídia nos apresenta não mede esforços para atingir o seu fim, é cruel, maldoso e malicioso. 

O amor do homem é condicionado a uma recompensa, a uma contrapartida. Hoje em dia a palavra amor está com seu conceito tão deturpado que quando as pessoas fazem sexo elas dizem: "vamos fazer amor", como se o amor fosse um simples fruto de prazer. A palavra amor se confunde com sexo, paixão e coisas completamente carnais e mundanas. Mas não é esse o desejo de Deus para com seus filhos.

A concepção de Deus sobre o amor é muito diferente da do homem. O amor de Deus não está atrelado a uma contrapartida ou algum interesse. 

O amor de Deus não é profano, e sim santo e puro. A Bíblia revela o amor de Deus de maneira certa e incondicional. É como se fosse algo assim: Deus decidiu nos amar e ponto final. 

A Palavra de Deus coloca na pessoa de Jesus Cristo todo o amor pela humanidade, através de sua morte pela propriação dos pecados do homem. 

Cristo, quando esteve em forma humana, viveu de maneira digna, manifestando todo seu amor pelo homem, através de curas, milagres, ensinos e principalmente pela pregação do Evangelho, que são as boas novas de vida eterna e salvação para todo aquele que em Deus crê.

Neste estudo abordaremos este assunto tão esquecido pelos cristãos de hoje, que apesar de não ser valorizado como é por Deus, é um assunto de extrema importância para todo crente que deseja alcançar um verdadeiro discipulado em Cristo Jesus.

O amor não é uma ilusão, como hoje em dia a mídia nos apresenta, o amor é muito mais que um sentimento ou algo nobre que há em nós pelo próximo, o amor é uma atitude, uma decisão, algo relacionado a compromisso e entrega voluntária. 


É um ato de fé. Por isso, esclareceremos a luz das Santas Escrituras o que é amor, quais as bênçãos de Deus prometidas para aqueles que amam, o que e como Deus quer que nós amemos o próximo e o impacto que o amor pode causar em nosso meio. 

Também elucidaremos neste estudo como podemos manifestar nosso amor a Deus.
Para conhecer o amor de Deus, primeiramente necessitamos saber como é o amor do homem.

Segundo a Bíblia o amor do homem é frio (Mt 24:12), carnal (Gn 6:1-2), dobre, ou seja, passageiro (Os 6:4), deturpado pelos mundados e adúlteros (Pv 7:18) e busca seus interesses (Sl 116:1).

O amor de Deus é muito diferente do amor do homem, veja.

Como é o amor de Deus:

Incondicional: Jo 13:1;

Inseparável: nada pode nos separar dele. Rm8:35-39;

Inexprimível: palavras não podem expressá-lo. Ef3:19;

Extremamente grandioso: Jo3:16;

Cobre a multidão de pecados: I Pe 4:8;

Renova o amor dos cristãos: Sf3:17;

Faz com que o cristão obedeça a Deus através do constrangimento: II Co5:14;

Traz consolo a vida do crente: II Ts2:16;

Disciplinador: nos corrige como um pai ao filho. Hb 12:6;

Repleto de bênçãos: II Tm 4:8;

Manifestação do amor de Deus

O Espírito Santo: Rm 5:5;

Através de sua misericórdia: Ef 2:4-7;

A nossa obediencia traz a manifestação do amor de Deus: I Jo 2:5; Jo14:21.

Provas do amor de Deus

A morte de Jesus Cristo pela humanidade pecadora: Rm 5:8; Jo3:16; I JO 3:16; Jo 15:13-14;

Libertação do jugo deste mundo: Dt 7:8;

Vida no Espírito Santo: Ef 2:4-5.

Características do verdadeiro amor

Não pratica o mal, é santo: Rm13:10;

Edifica uma vida: I Co 8:1b;

Suporta tudo: II Co 2:4; Ef 4:2b;

É o fim da fé - a fé opera por ele: Gl 5:6;

É perfeito, resplandece a glória de Deus: Cl 3:14;

Não tem medo: I Jo4:18;

Se gasta pelo próximo: II Co12:15;

Traz obras: I Jo3:18;

Imparcial: Dt10:19;

É sincero e verdadeiro: Rm 12:9;

Forte como a morte: Ct8:6-7.

Deus, pelo seu grande amor que nos amou espera que nós venhamos a correspondê-lo. 

O amor só pode ser correspondido por obras, veja o que Deus espera que você faça para manifestar o seu amor a ele.

Atitudes que Deus espera do que o ama Permaneça no seu amor: Jo 15:9;

Obediência a Deus: Dt10:12; Jo 14:15;

Guarde o amor: Os 12:6;

Andar no exemplo do amor abnegado (desvinculado) de Cristo: Ef 5:1-2;

Que o cristão siga o amor e ande nele: I Co 14:1; Ef 5:2;

Seja constante no amor: Hb 13:1;

Sirva o próximo por amor: Gl5:13;

Que todas obras sejam feitas com amor: I Co 16:14;

Deteste o mal: Sl97:10;

Rejeitar a Satanás e seus caminhos: Mt 6:24;

Estimule os outros a amar: Hb10:24;

Que manifeste seu amor: Pv 27:5,

Que declare seu amor a ele: Sl 18:1

Perca sua vida por amor de Cristo: Mt 12:24-26; Gl 2:20;

Ordens de Deus sobre o amor

Amar o próximo ardentemente de coração: I Pe 1:22; Jo 15:17;

Amá-lo com tudo que possuímos: Dt 6:5;

Amar os ímpios: Dt 10:19; Mt 5:44.

Deus, como bom galardoador que é não deixará nem um de seus filhos sem a devida correspondência, assim como ao pecador é dada uma punição, ao obediente é dado um galardão. 

Veja o que a Bíblia Sagrada promete para aqueles que amam o seu próximo.

Bênçãos prometidas para quem ama Cristo, através do Espírito Santo, habita ricamente nesta vida: Ef3:17; Jo 14:26; Jo 16:27;

Traz crescimento espiritual em Cristo Jesus: Ef4:15; Ef 6:24;

Permanece ligado a Cristo: I Jo4:16;

Traz a guarda do Senhor sobre nós: Sl 145:20;

Repreensão: Pv 3:12;

Perdão de pecados: Is 38:17;

Traz o amor de Deus sobre nós: Jo 16:27;

Todas as coisas que acontecerem na vida do crente serão usadas para o seu bem: Rm 8:28;

Sua vida é conhecida por Deus: I Co 8:3;

A pessoa que ama está na luz do Senhor: I Jo 2:10;

Todo que ama é filho de Deus: I Jo 4:7;

Libertação: Sl91:14;

Traz capacidade para perdoar o próximo: Pv 10:12;

Bênçãos inefáveis: que não se podem expressar. I Co 2:9.

Fontes do verdadeiro amor

De Deus - o Espírito Santo: Gl5:22; II Tm 1:7; I Ts 3:12; I Jo 4:7;

De um coração puro: I Tm 1:5;

De uma consciência boa: I Tm 1:5;

De uma fé cristã santa e verdadeira: I Tm 1:5;

Da misericórdia de Deus: Tt 3:4-5;

Palavras de Cristo sobre o amor

Ele é o princípio e a base de toda a lei de Deus: Mt 22:37-40; Lc 11:42.

O verdadeiro amor consiste em conhecer o poderoso nome do Senhor: Jo17:26;

Homens religiosos, carnais e que não crêem em Deus não podem ter o seu amor: Jo5:37-47

Findaremos este estudo com alguns textos bíblicos que falam sobre o amor.

"O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. 

Amai-vos cordialemtne uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 

No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;" Romanos 12:9-11
"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como címbalo queretine. 

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. 

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 

O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. 

Quando eu era menino, falava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas próprias de menino. 
Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. 

Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. 

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." I Coríntios 13:1-13

Leituras complementares: Pv 15:17; Ct 1:2; Mt 5:43-48; Lc 10: 25-37; Jo 21:15-23; Ap 12:1

Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, PR João Nunes Machado